Encontros

Tempos loucos
Tempos de guerra

Lutando contra si mesmo
Sua armadura de alegrias
É tudo o que tem.
Memórias são as únicas armas contra a solidão.

Ate a hora do encontro cada passo se torna infinito
Cada historia se torna mito
Cada sussurro de nossas mentes é um grito de liberdade.
Um grito mudo…
Um grito mudo dentro do universo de ideias que nos deixam cativos
Mas um grito que nos torna vivos.

Abraça meus gritos e eu abraço teus medos.
Abraça me agora
E, em silencio, teus olhos me contam historias aos meus.
E os meus se entregam, inteiros, a versos sem rimas
Que soam leves e ganham forma na minha pele.
Formam poemas. Imagens. Desenhos que se entrelaçam como as nossas almas.
Dançando lentamente sem musica
Dançando lentamente sobre os cacos de corações partidos,
Nossos corações que foram partidos.
E que a casa passo de almas livres ficam para trás…

E assim, como versos tortos em linhas retas,
Estamos novamente abraçados
Nossas armas e armaduras jogadas na grama molhada
Enferrujadas. Consumadas.
Nossas almas encharcadas se tocam como nossos corpos.

E assim a vida nos conta as nossas historias..
Pequenas alegrias são como pequenas flores que encontramos em nossas mãos quando acordamos.
Pequenas alegrias são acreditar por um segundo que elas foram entregues em um sonho, por aquela pessoa que amamos.
Pequenas alegrias…
Como sair correndo na chuva.
Como te abraçar na chuva.
Passar frio juntos na beira do mar..

Em um dado momento o Sol atravessa as cortinas e começa a incomodar meus olhos
Acordo e tento me ajustar à realidade. À esta realidade fugaz que sempre parece estar no  limite de sua existência.
Os olhos ainda falham, mas não tardo a ver em minhas mãos um borrão vermelho. Não tardo a sentir o perfume.
E por um segundo… Tudo isso se tornou vivo, presente. Tão real quanto a rosa nas minhas mãos.
E nada seria tão real…
E nada será.
Minha pele está em branco.
Minha armadura é feita de pequenas alegrias.
E esta rosa…
É meu caminho de volta para a realidade. Para me perder em olhos maravilhosos e nas suas histórias.
Nada será tão real. Até a hora do encontro. Onde trocaremos nossas rosas já velhas e secas. E toda a história vai se repetir… Afinal fomos feitos para as histórias e para as rosas. Para os encontros, para a ‘realidade’.

Anúncios

~ por jlavelino em 01/11/2010.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: